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Sem tráfico? Hã hã

Moro no Rio por isso esse blog segue bairrista…O secretário estadual de segurança pública, José Mariano Beltrame, conhecido por sua linha dura e pelo caráter incorruptível, hã hã, está anunciando aos quatro ventos, via imprensa, que o Morro Dona Marta, em Botafogo, Zona Sul da cidade, está livre dos traficantes. Diz que todas as bocas de fumo estão fechadas. Hã hã. Alguém acredita? Só se a milícia tomou conta, né? Aí o poder paralelo se torna uma variação sobre o mesmo tema.

O governador Sérgio Cabral diz que a intenção é manter a polícia na comunidade para garantir a tranquilidade do morador. Ora bolas. A polícia carioca? A mesma que achaca os pretos e os favelados, pretos independentemente da cor da pele? A polícia que atira primeiro e pergunta depois? A polícia que pede propina em vez de multar o motorista que dirige alcoolizado ou não mantém em dia as taxas de seu veículo? A polícia que bate em quem faz passeata para reinvindicar direitos históricamente desrespeitados pelo estado? Por fim, a polícia que pede o arrego dos traficantes para permitir que eles continuem agindo nas comunidades e prejudicando de forma generalizada a vida do morador sem serem incomodados?

Faz me rir. Quanta hipocrisia. Morderei a língua com prazer, mas só acredito vendo.

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Procuro apartamento na zona sul. Dois quartos, cerca de 1500 pratas, com condomínio. O perfil é: mais silencioso do que bem localizado. Ou seja, um lugar tranquilo. Pode ser numa ladeira. Se a rua tiver árvores, melhor. Pode ser em qualquer bairro zona sul, da Glória até onde o orçamento permitir, não precisa ser perto de nenhuma estaçao do metrô nem ter linha de ônibus pro Centro passando perto. Não precisa ser perto da praia ou de qualquer shopping. Mas se houver uma padaria…ou um armazém vou gostar.  Achados no Leblon ou Jardim Botânico já é milagre. E como sabemos, milagre é mais caro.

Pode ser apê em Laranjeiras, rua escondida, ou casa em Santa Teresa – se não for na favela tá valendo.  Não se pode dar mole hoje em dia.  Ficha limpa, fiador, ótimo inquilino. Não fumante, sem animal doméstico. Sem tempo para alimentar outro ser vivo. Um lugar para as idéias e um canteiro de temperos brotarem. Uma porta, da casa e da geladeira, para estar sempre aberta aos amigos e aos amigos deles.

Quem passar numa ruazinha,  se souberem de alguém que esteja saindo pra uma outra, ou se souberem de alguém que possa saber, se virem alguma plaquinha, se ouvirem anotem e me passem, deixem recado aqui, me liguem a cobrar! é para ontem. 

Desde já, todos convidados para a mudança, para o open house, pra primeira cerveja no bar da esquina. Seja lá onde esta esquina for.

cartaz111

Em julho ganhou notoriedade em jornais do país inteiro o apelo público que o cineasta Murilo Salles fez, pedindo as pessoas que assistissem ao seu último filme, Nome próprio.  Era um filme feito com pouca grana, com Leandra Leal no elenco e história inspirada num romance de Clara Averbuck. Na semana seguinte, Breno Silveira, que lançava Era uma vez, que custou 10 milhões de reais, também fez o mesmo apelo.

No cinema é assim: se o filme não vai bem na primeira semana, sai de cartaz. Não há segunda chance. Ele perde o espaço nas salas e as distribuidoras colocam logo outro no lugar.

É por isso que se formam mil filas na rede Estação, por exemplo. As pessoas sabem que, um filme que não é de massa, que não tem propaganda na televisão, ou que não tem diretor famoso, mesmo sendo um bom filme, pode não ter a chance de ser visto por mais de quatro dias. Por isso, se você quer ver um filme, e ele não for um blockbuster, melhor ir na estréia. Mesmo que ele não saia de cartaz, terá o número de salas e horários diminuído se não for bem como as distribuidoras esperam.

Recentemente, Bezerra de menezes, um filme sobre o médico espírita, passou pelo processo inverso. Caiu no gosto do povo, e os produtores viram o número de salas aumentar a cada semana. Foi o boca-a-boca e a certeza de que aquele poderia ser um filme popular que levou o público ao cinema. Não foi ator da Globo, nem propaganda na TV.

Nesta sexta-feira, 21/11, estréia Vingança, do gaúcho Paulo Pons. Acho que ele devia ter feito uma campanha como a de Murilo Salles ou a de Breno Silveira. O filme foi feito para o público. A novidade que traz é não explorar pobreza, violência, sensualidade. É um filme comum. Um suspense.  Exibido em Gramado, no Festival do Rio, na Mostra de São Paulo e no FIC Brasília, o longa tem qualidades e defeitos. Muitos filmes têm. Não vou por minha opinião pessoal sobre ele, não é o caso.

É um tanto cruel que a morte de um filme seja decretada, assim. Vingança custou 120 mil reais, um milagre de quem acha que pode se fazer cinema nesse país. Custou dinheiro público. O filme de Murilo Salles e de Breno Silveira também, integral ou parcialmente, uma parte grande ou pequena. As pessoas têm o direito de ver. É uma pena que tenham de correr para isso, e é o que eu espero, para este e para todos os filmes que sofrem da mesma angústia, que elas realmente corram.  É preciso dizer, porém, que o diretor de  A mulher de meu melhor amigo, Claudio Torres, não deve sofrer o mesmo que Paulo Pons nesta noite de quinta-feira. A estréia deste filme, da Conspiração com suporte da Globo, também será amanhã, sexta-feira.

Não importa qual filme é melhor. Ou pior. O que importa é que um tem chances infinitamente maiores pelo fato de ter dinheiro para a propaganda. Muita propaganda. Claudio Torres, assim como Paulo Pons, não é famoso para o grande público. Ele até é filho da Fernanda Montenegro, mas e daí, pouca gente associa os dois. Torres tem uma carreira mais longa que a de Pons, iniciante. E daí? ninguém sabe disso. Não que seu trabalho seja irrelevante. Não é isso. É que as pessoas não sabem mesmo. Mesmo as que vão ao cinema com alguma regularidade. O fato é: a vantagem de Torres sobre Pons é o aparato de marketing e o dinheiro para divulgar seu filme.

Não é algo desanimador saber que o que determina a carreira de um filme é o dinheiro da divulgação?

Link do Omelete, para ser neutra em relação a jornais, com boa matéria sobre Vingança: http://www.omelete.com.br/cine/100016559.aspx

Mudança de endereço

O Notícias do meu mundo informa que o blog do Caroço, um coletivo para o qual escrevo, migrou do blogspot para o wordpress, mas o conteúdo continua todo lá, os autores geniais também.

O novo endereço é http://ocaroco.wordpress.com/ 

Visitem!

barack-obama-teens1Estive muuuito ocupada e acabei perdendo o bonde, não escrevi nadfa sobre a vitória histórica de Barack Obama na eleição americana.  Eis que hoje, resolvi comentar que fiquei emocionada, que lembrei da eleição do Lula, que acho um avanço enorme os Estados Unidos escolherem um presidente negro, que é um marco, blá blá blá.

Abri o site do presidente-eleito, www.barackobama.com e qual não foi a minha surpresa ao ver que, antes da página inicial, há uma página prévia em que os democratas pedem doações para seu comitê.  Antes do THANK YOU  vem um PLEASE DONATE.  O interessante é a forma de “ajudar”: eles vendem uma camiseta (ai, como eu quis uma camiseta do Obama durante a campanha!), via cartão de crédito. Eles aceitam todos. E você pode determinar o preço. O mínimo custa 30 dólares!!! Mas a tal camiseta, assim, sem nenhum design especial (é bem caretinha…) pode custar U$S 2.300 (valor exdrúxulo). Pois é rapaziada. Tá pensando que é só bater palminha pro cara!!! Vamos abrir a carteira.

O blog do Saramago

Eu já tinha ouvido falar, mas sempre deixei a visita para depois. Minha amiga, jornalista e assessora de imprensa – e caroça, diga-se – me passou o link do blog do Saramago…Ah, nós, que sempre alegamos não ter tempo e inspiração (o que será isso, Deus!) pra escrever coisas interessantes. Ele compartilha, minha gente!

http://caderno.josesaramago.org/

Leiamlá.

Em Porto de Galinhas…

Aliás e à propósito, estou em Porto de Galinhas para cobrir a feira literária que acontece na cidade pernambucana. Visitem http://jblog.com.br/ideias.php. Suassuna, Agualusa, Pepetela e outras lusofonias…