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Archive for the ‘O que vai aqui dentro’ Category

Estou, a trabalho, em Porto de Galinhas, Pernambuco e aqui recebi, por SMS, a notícia de que nosso digníssimo novo prefeito Eduardo Paes havia nomeado a candidata-derrotada, médica e baterista Jandira Feghali para chefiar a Secretaria das Culturas. Ora essa. Só pode ser vingança contra a classe artística que apoiou, em peso, Fernando Gabeira.

E eu que pensava que já era página virada, cortina fechada, sessão encerrada, aquela coisa deprimente de se usar as secretarias de cultura no loteamento de cargos. Sempre a pasta é dada como pagamento, ou esmola, a alguém que aparece pra cobrar o apoio político de campanha.

Bem feito para os cariocas que foram à praia em vez de votar e bem feito aos cariocas que votaram nesse Eduardo Paes. Aguentem. Ele vai transformar o Rio num daqueles condomínios do Recreio que parecem ilhas do paraíso, mas não passam de loteamentos sem saneamento básico.

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Momento Cinderela…

Algumas pessoas revelam talentos de uma hora para a outra com a ajuda apenas de uma decisão. Este foi o caso de um amigo querido, Gustavo, que resolveu aprender técnicas de maquiagem. Parece que nasceu para isso. Eu não costumava dar valor a isso, mal tinha um estojinho de sombras vagabundo e um rímel preto. O tempo, amigos, é cruel. Tive de admitir que nada com um blush rosado para levantar a aparência de qualquer gata borralheira, nos dias de pior cansaço. Em datas especiais, resolvi brincar de boneca comigo mesma, coisa que nunca fiz até os 25 anos – me garantia na pseudo-beleza-natural cara limpa e cabelo molhado – e passei da por uma cor no rosto antes de uma festa. É uma maneira divertida de recriar a própria imagem.

O cara é bom, mesmo, cobra mega barato. Se alguém quiser o contato me deixa um recado que eu passo por email…

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Ainda o aniversário…Será comemorado, finalmente, com meus amigos amanhã. Meu hit máximo, em festas, tem sido Rehab, cuja letra segue abaixo. Adoro dançar. Na foto, uma Amy Winehouse ainda sem as marcas da autodestruição. Prefiro ela assim.

Rehab

They tried to make me go to rehab
But I said ‘no, no, no’
Yes, I’ve been black, but when I come back
You’ll know-know-know
I ain’t got the time
And if my daddy thinks I’m fine
He’s tried to make me go to rehab
But I won’t go-go-go

I’d rather be at home with Ray
I ain’t got seventy days
‘Cause there’s nothing
There’s nothing you can teach me
That I can’t learn from Mr. Hathaway

I didn’t get a lot in class
But I know it don’t come in a shot glass

They tried to make me go to rehab
But I said ‘no, no, no’
Yes, I’ve been black, but when I come back
You’ll know-know-know
I ain’t got the time
And if my daddy thinks I’m fine
He’s tried to make me go to rehab
But I won’t go-go-go

The man said “why do you think you’re here?”
I said “I got no idea.
I’m gonna, I’m gonna lose my baby,
So I always keep a bottle near.”
He said “I just think you’re depressed,
Kiss me here, baby, and go rest.”

They tried to make me go to rehab
But I said ‘no, no, no’
Yes, I’ve been black, but when I come back
You’ll know-know-know

I don’t ever want to drink again
I just, ooh, I just need a friend
I’m not going to spend ten weeks
And have everyone think I’m on the mend

It’s not just my pride
It’s just ‘til these tears have dried

They tried to make me go to rehab
But I said ‘no, no, no’
Yes, I’ve been black, but when I come back
You’ll know-know-know
I ain’t got the time
And if my daddy thinks I’m fine
He’s tried to make me go to rehab
But I won’t go-go-go

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Tenho um amigo que anda me chamando de “gatora desenvolvimento sustentável” por causa de algumas, digamos, chatices úteis e responsáveis.  Será que vou me tornar uma eco chata? Falta muito. O fato é que já estou interpelando os amigos. Nunca – mesmo – escovo os dentes com a torneira aberta. Tento sempre tomar banho abrindo e fechando o chuveiro para não deixar a água correndo pelo ralo por no mínimo 10 minutos. Digo que tento pois no frio é difícil. Os banhos longos foram cortados.

Procuro sempre chamar um elevador só. Afinal, ninguém toma dois elevadores ao mesmo tempo e ficar apertando o botão não faz com ele chegue ao andar mais rápido – só gasta energia. Reaproveito todas as sacolas plásticas; no trabalho uso milhares de vezes o mesmo copinho em vez de jogar fora e pegar um novo a cada vez que tomo água.

A postura, às vezes, é de risco. Numa situação específica. Algumas vezes não consigo evitar de interpelar pessoas que jogam lixo no chão. Uma vez quase apanhei. Foi em Juazeiro do Norte, no Ceará. Esperava dentro do ônibus, na rodoviária, a partida rumo ao monte onde está a estátua do Padre Cícero. O coletivo estava bem cheio: romeiros, turistas, camelôs. Uma cidadã bastante “educada” abriu uma sacola de supermercado cheia de tangerinas e começou a comer. Nada demais se a distinta senhora não jogasse, a cada gomo que colocava na boca, as cascas pela janela.  Um rastro de cascas se formou na saída da plataforma. Não hesitei e disse: “Deixa de ser porca, não jogue as cascas pela janela!”.  Ela ficou possessa.

Também xingo motoristas que jogam jornais inteiros pela janela do carro, passageiros que atiram latas de refrigerante vazias fora, bem no meio do trânsito. “Mau educado!!!” ou a variante: “Sua mãe não te deu educação???”. Irritam muito aqueles que não enxergam a discreta lixeira laranja que pode ser encontrada a cada dois postes no Rio. Os fumantes são um capítulo à parte. Será que eles acham que as guimbas não poluem? Todos os meus amigos fumantes ouvem uma chamadinha quando soltam, descaradamente, a ponta no chão e dão aquela pisadinha em cima.

Será que estou exagerando?

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O mundo dela e nada mais

 

Adoro Adriana Calcanhoto. Seu último disco, Maré, é lindo de-mais. Assisti a este show ao lado de uma pessoa muito querida e hoje lembrei-me muito de uma música que ela cantou lá. É uma antiga canção de Guilherme Arantes, um de seus muitos sucessos que eu ouvia com a minha mãe, enquanto ela lavava roupas no tanque, aos sábados.

Acordei ouvindo essa música hoje, na voz de Adriana.

Meu Mundo e Nada Mais

Guilherme Arantes

Composição: Guilherme Arantes

Quando eu fui ferido
Vi tudo mudar
Das verdades
Que eu sabia…

Só sobraram restos
Que eu não esqueci
Toda aquela paz
Que eu tinha…

Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer…

Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais…

Não estou bem certo
Que ainda vou sorrir
Sem um travo de amargura…

Como ser mais livre
Como ser capaz
De enxergar um novo dia…

Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer…

Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais…

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Rotina

Cotidiano. Vinte e duas horas e trinta e três minutos. Ainda estou no trabalho. O desodorante venceu. A fome apertou. O café acabou. O ritmo acelerado não combina com a carga baixa de energia. Mas é preciso uma dose a mais de resistência. Saio às 22h45 pra chegar em casa uma hora depois com um hambúrguer no estômago e sem nenhum neurônio acordado na cabeça. Isso não é vida. Ou é a vida que escolhi?

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