Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Dicas’ Category

Cinema: a velha síndrome da primeira semana

cartaz111

Em julho ganhou notoriedade em jornais do país inteiro o apelo público que o cineasta Murilo Salles fez, pedindo as pessoas que assistissem ao seu último filme, Nome próprio.  Era um filme feito com pouca grana, com Leandra Leal no elenco e história inspirada num romance de Clara Averbuck. Na semana seguinte, Breno Silveira, que lançava Era uma vez, que custou 10 milhões de reais, também fez o mesmo apelo.

No cinema é assim: se o filme não vai bem na primeira semana, sai de cartaz. Não há segunda chance. Ele perde o espaço nas salas e as distribuidoras colocam logo outro no lugar.

É por isso que se formam mil filas na rede Estação, por exemplo. As pessoas sabem que, um filme que não é de massa, que não tem propaganda na televisão, ou que não tem diretor famoso, mesmo sendo um bom filme, pode não ter a chance de ser visto por mais de quatro dias. Por isso, se você quer ver um filme, e ele não for um blockbuster, melhor ir na estréia. Mesmo que ele não saia de cartaz, terá o número de salas e horários diminuído se não for bem como as distribuidoras esperam.

Recentemente, Bezerra de menezes, um filme sobre o médico espírita, passou pelo processo inverso. Caiu no gosto do povo, e os produtores viram o número de salas aumentar a cada semana. Foi o boca-a-boca e a certeza de que aquele poderia ser um filme popular que levou o público ao cinema. Não foi ator da Globo, nem propaganda na TV.

Nesta sexta-feira, 21/11, estréia Vingança, do gaúcho Paulo Pons. Acho que ele devia ter feito uma campanha como a de Murilo Salles ou a de Breno Silveira. O filme foi feito para o público. A novidade que traz é não explorar pobreza, violência, sensualidade. É um filme comum. Um suspense.  Exibido em Gramado, no Festival do Rio, na Mostra de São Paulo e no FIC Brasília, o longa tem qualidades e defeitos. Muitos filmes têm. Não vou por minha opinião pessoal sobre ele, não é o caso.

É um tanto cruel que a morte de um filme seja decretada, assim. Vingança custou 120 mil reais, um milagre de quem acha que pode se fazer cinema nesse país. Custou dinheiro público. O filme de Murilo Salles e de Breno Silveira também, integral ou parcialmente, uma parte grande ou pequena. As pessoas têm o direito de ver. É uma pena que tenham de correr para isso, e é o que eu espero, para este e para todos os filmes que sofrem da mesma angústia, que elas realmente corram.  É preciso dizer, porém, que o diretor de  A mulher de meu melhor amigo, Claudio Torres, não deve sofrer o mesmo que Paulo Pons nesta noite de quinta-feira. A estréia deste filme, da Conspiração com suporte da Globo, também será amanhã, sexta-feira.

Não importa qual filme é melhor. Ou pior. O que importa é que um tem chances infinitamente maiores pelo fato de ter dinheiro para a propaganda. Muita propaganda. Claudio Torres, assim como Paulo Pons, não é famoso para o grande público. Ele até é filho da Fernanda Montenegro, mas e daí, pouca gente associa os dois. Torres tem uma carreira mais longa que a de Pons, iniciante. E daí? ninguém sabe disso. Não que seu trabalho seja irrelevante. Não é isso. É que as pessoas não sabem mesmo. Mesmo as que vão ao cinema com alguma regularidade. O fato é: a vantagem de Torres sobre Pons é o aparato de marketing e o dinheiro para divulgar seu filme.

Não é algo desanimador saber que o que determina a carreira de um filme é o dinheiro da divulgação?

Link do Omelete, para ser neutra em relação a jornais, com boa matéria sobre Vingança: http://www.omelete.com.br/cine/100016559.aspx

Anúncios

Read Full Post »

Momento Cinderela…

Algumas pessoas revelam talentos de uma hora para a outra com a ajuda apenas de uma decisão. Este foi o caso de um amigo querido, Gustavo, que resolveu aprender técnicas de maquiagem. Parece que nasceu para isso. Eu não costumava dar valor a isso, mal tinha um estojinho de sombras vagabundo e um rímel preto. O tempo, amigos, é cruel. Tive de admitir que nada com um blush rosado para levantar a aparência de qualquer gata borralheira, nos dias de pior cansaço. Em datas especiais, resolvi brincar de boneca comigo mesma, coisa que nunca fiz até os 25 anos – me garantia na pseudo-beleza-natural cara limpa e cabelo molhado – e passei da por uma cor no rosto antes de uma festa. É uma maneira divertida de recriar a própria imagem.

O cara é bom, mesmo, cobra mega barato. Se alguém quiser o contato me deixa um recado que eu passo por email…

Read Full Post »

 

Ainda o aniversário…Será comemorado, finalmente, com meus amigos amanhã. Meu hit máximo, em festas, tem sido Rehab, cuja letra segue abaixo. Adoro dançar. Na foto, uma Amy Winehouse ainda sem as marcas da autodestruição. Prefiro ela assim.

Rehab

They tried to make me go to rehab
But I said ‘no, no, no’
Yes, I’ve been black, but when I come back
You’ll know-know-know
I ain’t got the time
And if my daddy thinks I’m fine
He’s tried to make me go to rehab
But I won’t go-go-go

I’d rather be at home with Ray
I ain’t got seventy days
‘Cause there’s nothing
There’s nothing you can teach me
That I can’t learn from Mr. Hathaway

I didn’t get a lot in class
But I know it don’t come in a shot glass

They tried to make me go to rehab
But I said ‘no, no, no’
Yes, I’ve been black, but when I come back
You’ll know-know-know
I ain’t got the time
And if my daddy thinks I’m fine
He’s tried to make me go to rehab
But I won’t go-go-go

The man said “why do you think you’re here?”
I said “I got no idea.
I’m gonna, I’m gonna lose my baby,
So I always keep a bottle near.”
He said “I just think you’re depressed,
Kiss me here, baby, and go rest.”

They tried to make me go to rehab
But I said ‘no, no, no’
Yes, I’ve been black, but when I come back
You’ll know-know-know

I don’t ever want to drink again
I just, ooh, I just need a friend
I’m not going to spend ten weeks
And have everyone think I’m on the mend

It’s not just my pride
It’s just ‘til these tears have dried

They tried to make me go to rehab
But I said ‘no, no, no’
Yes, I’ve been black, but when I come back
You’ll know-know-know
I ain’t got the time
And if my daddy thinks I’m fine
He’s tried to make me go to rehab
But I won’t go-go-go

Read Full Post »

O mundo dela e nada mais

 

Adoro Adriana Calcanhoto. Seu último disco, Maré, é lindo de-mais. Assisti a este show ao lado de uma pessoa muito querida e hoje lembrei-me muito de uma música que ela cantou lá. É uma antiga canção de Guilherme Arantes, um de seus muitos sucessos que eu ouvia com a minha mãe, enquanto ela lavava roupas no tanque, aos sábados.

Acordei ouvindo essa música hoje, na voz de Adriana.

Meu Mundo e Nada Mais

Guilherme Arantes

Composição: Guilherme Arantes

Quando eu fui ferido
Vi tudo mudar
Das verdades
Que eu sabia…

Só sobraram restos
Que eu não esqueci
Toda aquela paz
Que eu tinha…

Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer…

Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais…

Não estou bem certo
Que ainda vou sorrir
Sem um travo de amargura…

Como ser mais livre
Como ser capaz
De enxergar um novo dia…

Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer…

Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais…

Read Full Post »

Interessados na eleição municipal no Rio de Janeiro não podem perder o debate entre 10 candidatos promovidos pelo Jornal do Brasil www.jb.com.br. É o único antes do primeiro turno.

Neste momento, Marcelo Crivella pergunta para Filipe Pereira.

Read Full Post »