Este post já começa longo. Desculpem-me previamente. Um certo burburinho tomou conta dos assuntos em mesa de bar e fila de banco quando o deputado Fernando Gabeira confirmou que seria candidato a prefeito do Rio de Janeiro. Sem fazer campanha aqui, até por que não voto na capital, anima-me muito ter um candidato do Partido Verde (escreverei outro post relacionado ao desenvolvimento sustentável) com mais chances diante dos pulhas que habitam na política. Nas últimas duas semanas Gabeira arrancou nas pesquisas e tem chances reais de disputar o segundo turno com o candidato mais bem colocado, Eduardo Paes, do PMDB.
A campanha do Gabeira ganhou apoio aberto da classe artística nos últimos dias, conforme manifestações de apoio reproduzidas abaixo, assinadas pelo casal du moscovis e cyntia howlett e por Nelson Motta. Pela primeira vez em muitas eleições poderemos ver, quem sabe, na reta final, um representante da fatia da população que chamo, por falta de outros termos, de classe-média-zona-sul, a clássica. Há muito tempo esta parcela de eleitores permanece um tanto inexpressiva, talvez por falta de candidatos que a represnetem. O post é apenas o registro desse, digamos, fenômeno possível pela velocidade de difusão da informação na internet.
“UTOPIA CARIOCA
RIO DE JANEIRO – Sempre que vejo na televisão a propaganda do TSE mandando a gente ficar de olho nos nossos eleitos, sinto um certo constrangimento e uma sensação de ridículo institucional. Mas também um estranho orgulho e um vago sabor de superioridade: há várias eleições voto no deputado Fernando Gabeira e nunca me decepcionei com seus votos, atitudes e atuação política, mesmo quando, às vezes, discordo de seus pontos de vista. Sua honestidade e inteligência são inquestionáveis.
É uma felicidade democrática ter alguém que realmente representa no Congresso o que você pensa e acredita. Isto também é quase ridículo, porque é uma exceção do que deveria ser a norma, como é em países civilizados. Mas fiquei ainda mais orgulhoso agora que ele impôs suas condições para ser o candidato da frente PV-PSDB-PPS à prefeitura do Rio de Janeiro.
Não pediu poderes ilimitados, nem caminhões de dinheiro, nem submissão dos partidos à sua vontade: exigiu uma campanha limpa, sem ataques pessoais, propositiva; divulgação pela Internet dos fundos e despesas da campanha, e o principal: caso eleito, que o secretariado seja escolhido por méritos e critérios profissionais e não partidários, sem o habitual loteamento como moeda de troca por apoio político. Ele não acha que só porque ‘todos’ fazem errado ele deve fazer também. É quase uma utopia. Mas se é a realidade em países civilizados, por que não, um dia, no Brasil?
Conhecido por sua trajetória dedicada aos direitos humanos, à ecologia, saúde, educação e cultura, com reconhecida capacidade de diálogo democrático e tolerância, sem concessões à ladroagem e à política-como- ela-é, o que ele propõe é o óbvio. Mas parece um sonho quase impossível.
O Rio de Janeiro merece esta esperança.
Nelson Motta”
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“Queridos cariocas (da gema ou nao),
“Não me envolvo e nunca me envolvi com política”. Essa sempre foi a frase dita por mim, orgulho e descrença se misturam nela. Agora depois de tantas eleições em que me acostumei a dizê-la e por repetir, de uma forma cômoda, que “não temos candidato”, comecei a rever isso tudo. Percebi que me identifico com a proposta do Gabeira para essa cidade. Admiro sua postura, sua campanha silenciosa e limpa (em todos os sentidos), sua pessoa e principalmente seu descomprometimento com outros partidos. Por isso e motivado pela carta do Nelson Motta que vem circulando pela Internet, fiquei com vontade de me manifestar acreditando numa possivel mudança.
Cyntia Howlett
De Eduardo Paes só sei que foi subprefeito da Barra num dos mil governos do Cesar Maia, com quem rompeu no ano passado para passar para o lado do Cabral, que não é bobo nem nada. Falta-me qualquer informação sobre.

Gostei da sua página, Monique.
Na verdade eu estava procurando por uma confirmação de veracidade do texto do Nelson Motta sobre o Gabeira e acabei na sua página, que bom.
Bye,
Marcelo