Maya: um lugarzinho simpático onde antes funcionava um açougue, ao som de Tom Jobim.
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Eu queria só um sanduíche para levar. Acabei aguardando uma mesa por 10 minutos, apesar da bolsa pesada. O cardápio abriu meu apetite. Outra coisa, devo confessar, também me atraiu. Um grupo de amigas conversando animadamente, às gargalhadas, numa mesa compriiida. Todas acompanhadas de taças de vinho da casa – não havia garrafa sobre a mesa. E todas passadas dos 60. Lembrei de mim, a falar sem parar com minhas próprias amigas, aos 15, aos 22, aos 28. Igual.
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Tomo uma sopinha de entrada, abóbora com gengibre. Não as vejo desde que consegui uma mesinha na calçada. Apenas ouço as risadas. A coisa de comer só, pelo menos no meu caso, é que não consigon deixar de prestar atenção na conversa dos outros. Muitos assuntos interessantes. O casal na mesa da frente (será que são mesmo um casal? ou apenas bons amigos?) debate calorosamente o universo de Clarice Lispector. Outro dia fui ver a exposição em homenagem à escritora no CCBB. Fiquei sugestionada a ler tudo (tu-do!) o que ela escreveu. Acho que vou fazer o mesmo que estou fazendo com Garcia-Roza: começo do primeiro livro e vou indo. Adoro o detetive Espinosa e o submundo de Copacabana.
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Muita vontade de ter um blog pessoal. Tenho escrito, cada vez com mais freqüência, em caderninhos e papeizinhos. As anotações invariavelmente se perdem. Eu as esqueço.
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Sentar na última mesa é ótimo. Ninguém fica observando (adoro observar os outtros, imagino que muita gente também goste) uma mulher bonita, quase 30, sozinha. A cena é meio deprê. O ruim de sentar em um lugar, digamos, tão reservado, é não ter nenhum garçom ao alcance da mão estendida.
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Bem. Não adiantou nada. A garçonete veio até a mim dizer que a cozinha estava fechada. Volto para casa com fome e completamente de mau humor.
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Consegui começar sem nenhum tratado sobre o começo de um blog.
Nique!!! Amei a iniciativa.
Meus dois blogs andam abandonados e tenho pensado em começar outro, desta vez no wordpress.
Faz bem, né?
Eu faço sopa de abóbora com gengibre. É viciante. A primeira vez que tomei foi em Paraty. Sempre que ia lá a trabalho, parava no Bar do Lúcio pra tomar, mas o bar-galeria fechou no final do ano passado. Pra compensar a falta, comecei a fazer em casa.
Vamos combinar um dia de risada de amigas aos quase trinta?
Adoro observar pessoas… ouvir conversas… me like it! me love it! rs
Nique!
Descobri o Maya há duas semanas e adorei. Além do ambiente ótimo, lá servem um expresso muito gostoso.
Vida longa ao novo blógue!
Beijos,
PP
PS: D’onde é a foto que encabeça a página?
Quando estou sozinha também observo mundo a minha volta. É tão bom, né?!
)
Vida longa ao blog, minha lindona!
oi, querida, tô aqui. de agora em diante, estarei sempre.
beijos.
Monique,
gostamos muito dos seus comentários sobre o Maya Café.
Tantos elogios! “Lugar simpático, cardápio que abriu o apetite, Tom Jobim rolando”… E os comentários sobre a mesa de amigas, claro!
Esperamos que vc tenha gostado do creme de abóbora com gengibre! Quanto ao atendimento, prometemos melhorar… Mesmo numa mesa mais escondida (e é bom ficar num cantinho, às vezes, né?) o garçom tem que aparecer, ora!
Além disso, a recomendação que damos é de que os clientes sejam avisados ANTES de a cozinha fechar, para que possam fazer um último pedido e, obviamente, não voltar pra casa com fome e de mau humor!
Por favor, venha nos visitar de novo para, finalmente, experimentar os nossos sanduíches… Não é só fama não, são muito gostosos mesmo!
Atenciosamente,
Ricardo Linck
Maya Café